A temporada de 2026 se anuncia como um marco decisivo para a Red Bull na Fórmula 1. O construtor austríaco, normalmente associado a bebidas energéticas, está se lançando na concepção e fabricação de seus próprios motores, em colaboração com a Ford. Este desafio audacioso vem acompanhado de uma homenagem tocante a Dietrich Mateschitz, o fundador da marca, cujo espírito inovador continua a inspirar a equipe.
Um novo capítulo para a Red Bull
A decisão de conceber motores internamente foi tomada em 2022, quando a Honda anunciou sua saída da Fórmula 1 e as discussões com a Porsche não avançavam. É nesse contexto delicado que Dietrich Mateschitz, então gravemente doente, deu seu aval para estabelecer um programa de motores ambicioso. Este programa, batizado de Red Bull Powertrains, tinha inicialmente como objetivo explorar os motores Honda até o final do ano de 2021.
Após longos meses de trabalho árduo, o projeto finalmente ganha forma e o primeiro motor, estampado com a marca Red Bull Ford, está prestes a fazer suas estreias na pista. Uma etapa que marca a entrada do construtor em uma nova era, longe dos caminhos tradicionais da simples venda de bebidas energéticas.
O motor DM01: uma homenagem a um visionário
Este motor não será apenas uma simples montagem de peças mecânicas; ele levará o nome de “DM01”, em homenagem a Dietrich Mateschitz, falecido em 2022. Laurent Mekies, diretor esportivo da equipe, declarou: “O primeiro motor é chamado de ‘DM01’ em homenagem ao Sr. Mateschitz.” Uma escolha simbólica que testemunha a importância de Mateschitz para a Red Bull.
O caráter visionário de Mateschitz foi destacado por Mekies: “É sua visão, sua ousadia; ele liberou o espírito Red Bull, que é a razão pela qual todos nós estamos aqui hoje.” De fato, sua decisão de permitir que a Red Bull se tornasse independente em termos de chassis e unidades de potência marca um ponto de virada na história da equipe.
Um desafio à altura de seu legado
Mekies também enfatizou que Mateschitz nunca recuou diante dos desafios: “Ele não tinha medo da magnitude do desafio e, hoje, temos a oportunidade de homenageá-lo e, esperamos, deixá-lo orgulhoso.” Um compromisso que se insere na vontade da equipe de superar seus próprios limites, tanto em termos técnicos quanto competitivos.
A homenagem de Verstappen

Durante a apresentação da pintura 2026 da Red Bull em Detroit, Max Verstappen também compartilhou suas reflexões sobre essa homenagem. Questionado pela RN365, ele declarou: “Acredito que é a única coisa certa a fazer. Obviamente, é sempre triste que ele não possa ser testemunha disso, mas é apenas um gesto muito bonito da parte da Red Bull.”
Para Verstappen, Mateschitz representa muito: “Ele representa tanto para todos aqui hoje, para mim mesmo, mas também para a Fórmula 1. Sempre vamos tentar fazer o nosso melhor em memória de Dietrich.” Uma promessa que a equipe parece determinada a cumprir na pista.
Rumo a uma independência total
Com o desenvolvimento do motor DM01, a Red Bull dá um passo decisivo em direção a uma independência total em termos de unidades de potência. Esta mudança estratégica pode transformar a equipe em um verdadeiro construtor, capaz de competir com os maiores. Não se trata apenas de desempenho na pista, mas também de se afirmar em um esporte onde alianças e parcerias são frequentemente a norma.
O motor DM01 representa, portanto, muito mais do que um simples avanço técnico. Ele incorpora o espírito audacioso de uma equipe que, sob a liderança de Mateschitz, soube se reinventar e se projetar para o futuro. Os fãs aguardam ansiosamente para ver o que esta nova era trará para o circuito.


