Desembarcando no final de 2024 após quatro temporadas na Red Bull, Sergio Pérez se expressou com uma lucidez desconcertante sobre sua trajetória na equipe austríaca. No momento de sua demissão, ele enviou uma mensagem tocante a Christian Horner, o diretor da equipe, revelando assim uma profundidade de análise rara no meio da Fórmula 1.

Uma saída sem amargura

Sergio Pérez, cujo passagem pela Red Bull foi marcada por altos e baixos, nunca deixou transparecer amargura. Muito pelo contrário, ele aceitou a situação com um pragmatismo exemplar. Quando soube que não seria mantido para a temporada de 2025, ele teve estas palavras para Christian Horner: “Muito obrigado por tudo, e eu realmente sinto muito por quem chegar depois de mim, pois será muito difícil para ele.” Um comentário que diz muito sobre a pressão inerente a um cockpit na Red Bull.

Um legado complexo

O sucessor de Pérez, Liam Lawson, não durou muito, sendo substituído após apenas duas corridas. Enquanto isso, Yuki Tsunoda não conseguiu se firmar, e é Isack Hadjar quem ocupará seu lugar em 2026. Essas mudanças mostram o quanto o cockpit na Red Bull pode se assemelhar a uma verdadeira coifa de cozinha: os pratos queimam rapidamente e apenas os mais resistentes conseguem permanecer no jogo.

Um papel bem definido

Chegando em 2021, Sergio Pérez soube assumir o papel de tenente ao lado de Max Verstappen, participando da conquista do primeiro título mundial do holandês. Com cinco vitórias em seu currículo e 29 pódios em quatro temporadas, ele mostrou uma bela constância. Em suas declarações, ele explica que rapidamente entendeu seu lugar: “Eu sabia desde o primeiro dia que teria que ser inteligente. Eu sabia qual era meu papel, eu sabia que este projeto foi desenvolvido para Verstappen.”

O cockpit amaldiçoado?

O cockpit amaldiçoado?

Não é por acaso que Pérez menciona a complexidade do carro. “O que aconteceu na Red Bull, no final das contas, eu sabia que era o que poderia me acontecer de melhor. Era extremamente exigente. Todo piloto que chega deve enfrentar desafios semelhantes, pois é um carro muito complexo de pilotar, com o qual é preciso constantemente se adaptar ao estilo de Verstappen.” Uma realidade que poucos pilotos conseguem suportar, e ainda assim, Pérez conseguiu navegar essas águas turbulentas com maestria.

Um retorno às origens com a Cadillac

Revigorado por um ano fora da F1, o piloto mexicano planeja seu retorno em 2026 com a Cadillac, uma novata no grid. Ele não guarda ressentimentos em relação à sua experiência na Red Bull, ressaltando que estava ciente das regras do jogo desde o início. Sobre Max Verstappen, ele só pode sentir respeito: “Acho que ele vai se tornar o melhor piloto da história da F1, o projeto Red Bull foi construído para ele.”

Reflexões finais

Pérez conclui com uma clareza impressionante: “Eu precisava ser inteligente e pensar a longo prazo. Veja como as coisas aconteceram: os pilotos não duram muito ao lado de Verstappen, e hoje, ninguém mais se lembra de que eles têm um segundo piloto.” Uma afirmação que resume perfeitamente a pressão da competição na Red Bull, onde a luz dos holofotes brilha intensamente sobre uma única estrela.

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