BMW M Team WRT fechou a etapa de Laguna Seca da IMSA no pódio, com a terceira colocação do #25 BMW M Hybrid V8, guiado por Philipp Eng e Marco Wittmann. Foi um resultado importante em um fim de semana bem mais difícil do que o resultado final sugere e que mostra como, em corridas de endurance, estratégia limpa e execução sem erro ainda podem virar o jogo.

Na prática, para quem acompanha automobilismo e até para quem olha a BMW de perto no mercado, o que importa aqui é o recado: desempenho sozinho não resolve tudo. No WeatherTech Raceway Laguna Seca, a marca alemã saiu com um balanço misto, entre a recuperação da #25 e a frustração da #24, que chegou a liderar mas terminou fora do top 5. Em uma prova da IMSA, qualquer neutralização pode bagunçar toda a leitura da corrida — e a BMW sentiu isso da maneira mais direta possível.
O #25 BMW M Hybrid V8 salvou o fim de semana
Largado em décimo, o #25 da BMW M Team WRT fez uma corrida de recuperação para cruzar a linha de chegada em terceiro. Philipp Eng e Marco Wittmann mantiveram um ritmo consistente ao longo das 2 horas e 40 minutos de prova, sem cometer erros relevantes justamente quando o pelotão ficava mais apertado. Em endurance, esse tipo de pilotagem costuma pesar mais do que uma volta rápida isolada.
O pódio não caiu do céu. O carro evoluiu ao longo da corrida, a estratégia foi cumprida sem tropeços e Wittmann conseguiu defender a posição na parte final, numa disputa muito apertada. No fim das contas, a BMW não venceu em Laguna Seca, mas evitou sair de mãos vazias depois de um sábado complicado.
A estratégia do #24 acabou virando armadilha
Do outro lado dos boxes, o #24 de Dries Vanthoor e Sheldon van der Linde tinha tudo para brigar mais à frente. A largada em quarto lugar e a liderança ainda na primeira hora mostravam que havia potencial para um resultado forte. Só que a corrida mudou de cara no pior momento possível: um pit stop durante uma neutralização desorganizou a estratégia original.
O carro caiu para a nona posição. É exatamente o tipo de situação que as equipes de endurance tentam evitar, porque nem sempre o problema está no acerto do carro ou no desempenho dos pilotos, mas sim no momento em que a corrida vira. Para a BMW, Laguna Seca deixou duas leituras opostas: a recuperação bem executada do #25 e o plano do #24 que parecia promissor, mas foi atrapalhado por um carro de segurança na hora errada.
Um pódio que ajuda, mas não esconde as dificuldades
O saldo da BMW fica mais interessante porque este foi o segundo pódio da temporada da BMW M Hybrid V8 na IMSA, depois do terceiro lugar da equipe #24 em Daytona. Ainda assim, o resultado não apaga as dificuldades de acerto vistas na etapa californiana. Os próprios pilotos deixaram claro que o comportamento do carro não foi o ideal ao longo de todo o fim de semana.
Philipp Eng resumiu a prova como um “fim de semana difícil”, enquanto Marco Wittmann disse que o terceiro lugar veio muito além do esperado, considerando os problemas de equilíbrio. Esse é o ponto central: a BMW não fez uma corrida de domínio, e sim uma corrida de sobrevivência bem executada. Em um campeonato tão equilibrado, isso já vale bastante.
Laguna Seca também lembrou a dureza da IMSA
WeatherTech Raceway Laguna Seca nunca entrega uma prova simples. O Corkscrew, as mudanças rápidas de ritmo e o tráfego constante transformam a etapa em um teste exigente para carro, piloto e estratégia. Nesta edição, o fim de semana ainda teve um momento de respeito fora da pista: BMW M Motorsport e BMW M Team WRT homenagearam Alessandro Zanardi antes da largada, com mensagens personalizadas nos dois carros, faixas pretas e gestos de apoio no paddock.
Esse contexto dá outra leitura ao pódio do #25. A BMW saiu da Califórnia não só com um resultado para a tabela, mas também depois de uma corrida em clima especial, entre homenagem e pressão esportiva. Na endurance moderna, quase nunca dá para separar completamente performance e ambiente de corrida.
Nos GT, a BMW ficou no pelotão sem brigar pelo topo
As categorias GTD e GTD PRO não renderam pódio para a BMW com Paul Miller Racing e Turner Motorsport. Na GTD PRO, Neil Verhagen e Connor De Phillippi chegaram a parecer candidatos a um resultado melhor que o oitavo lugar final, mas um último reabastecimento de combustível acabou limitando as chances. Já na GTD, Robby Foley e Patrick Gallagher fecharam em sétimo com o #96 BMW M4 GT3 EVO.
É um desempenho discreto, mas que reforça uma leitura conhecida: a BMW segue competitiva em GT, embora sem o mesmo impacto que teve em seus melhores momentos. Em um circuito como Laguna Seca, onde errar custa caro e a estratégia tem janela curta, isso ainda garante pontos. Só não garante manchete.
O recado principal para a BMW é claro: transformar velocidade em constância
O fim de semana na Califórnia deixa uma conclusão objetiva. A BMW ainda tem ritmo para colocar um carro no pódio da IMSA, mas precisa converter isso em resultados com mais frequência se quiser pesar de verdade no campeonato. O #25 mostrou o caminho com uma corrida limpa, enquanto o #24 deixou claro que largar bem não significa controlar a prova.
Para quem acompanha a marca, o sinal é esse: o BMW M Hybrid V8 já mostra competitividade para andar entre os primeiros, mas ainda não entrega domínio de fim de semana inteiro. A diferença entre um carro promissor e um carro realmente forte está justamente nessa consistência. Em Laguna Seca, a BMW garantiu motivo para comemorar. Mas também recebeu um lembrete de que ainda há espaço para fazer mais.
- BMW M Team WRT conquistou em Laguna Seca o segundo pódio da temporada na IMSA com o #25.
- Philipp Eng e Marco Wittmann terminaram em terceiro após largarem em décimo.
- O #24 de Dries Vanthoor e Sheldon van der Linde chegou a liderar, mas fechou em nono depois de um pit stop sob neutralização.
- BMW M Motorsport homenageou Alessandro Zanardi antes da largada, com mensagens nos dois LMDh e faixas pretas.
- Nas categorias GT, os BMW M4 GT3 EVO de Paul Miller Racing e Turner Motorsport não subiram ao pódio.
- Laguna Seca confirmou a competitividade da BMW, mas também a necessidade de transformar bons momentos em resultados mais consistentes.
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