A Toyota Supra, ícone dos anos 90, deixa o palco com um último suspiro, mas a sombra de seus gloriosos ancestrais ainda paira sobre ela. Em um mundo onde os golpes de desempenho são comuns, a MK V parece ter dificuldade em se libertar de seu passado, apesar de evoluções técnicas promissoras. Mergulho nesta edição final que, talvez, não seja mais do que uma lembrança pálida na mente dos apaixonados.

A luta contra seu legado

A Toyota Supra sempre foi o patinho feio do automobilismo, construída em torno do motor B58 da BMW e herdando um interior com toques de uma época passada. Na faixa de preço de 50.000 a 70.000 dólares, ela precisa competir com estrelas em ascensão como a <a href="https://www.auto-mania.fr/category/Essais/”>BMW M2, a Nissan Z e a Ford Mustang. A Supra está sujeita a um padrão quase inatingível, devido ao seu nome lendário e a uma história cinematográfica que lhe confere um peso desproporcional. E enquanto a Toyota se despede, a angústia persiste: conseguirá ela forjar uma identidade própria sem se perder nos meandros de suas origens?

Uma despedida musculosa com a “Edição Final”

Chase Bierenkoven

Para fechar o capítulo desta quinta geração, a Toyota oferece uma série limitada: a “Edição Final”. É uma espécie de testamento automotivo, onde cada atualização técnica visa tornar a Supra mais afiada que uma lâmina de barbear. Espere por melhorias dignas dos maiores circuitos: software de diferencial traseiro otimizado, barra anti-rolagem dianteira reformulada, direção mais responsiva, freios Brembo revisados e suspensão ajustada. Fala-se aqui de mais cambagem e amortecedores adaptativos atualizados. Uma verdadeira caixa de ferramentas para pista!

No entanto, com essa rigidez vem um preço a pagar: o conforto. A suspensão é tão firme que poderia rivalizar com uma massagem com pedras. Cada irregularidade da estrada se transforma em um golpe; os buracos se tornam inimigos temíveis. Neste ponto, até uma Civic Type R poderia passar por um sofá confortável. A Supra continua rápida, indiscutivelmente, mas isso exige uma certa resiliência física para suportar os impactos.

O coração que bate no ritmo do B58

Chase Bierenkoven

Se o chassi deixa um gosto amargo, o motor, por outro lado, é uma pura maravilha. O B58, com seus 382 cavalos (cerca de 284 kW) e 500 Nm de torque, é um verdadeiro bulldozer sob o capô. Desde o início, ele o impulsiona como se um T-Rex tivesse acabado de atacar, com uma aceleração que o cola ao assento até fazer você emitir um pequeno grito involuntário. A resposta é instantânea graças a uma transmissão automática de oito marchas que parece ter sido programada por feiticeiros. O som do seis cilindros em linha é hipnotizante, embora atenuado pelo turbo — um leve sacrifício para o prazer auditivo.

No entanto, há um porém. A versão manual, projetada para seduzir os puristas, revela-se uma impostura desajeitada. A posição dos pedais e a altura do console tornam o exercício penoso. Se eu tivesse que escolher entre essa tentativa infeliz e uma transmissão automática refinada como esta, a escolha seria rápida. Mas é preciso reconhecer que a Toyota não conseguiu realmente vender este modelo como um verdadeiro carro de corrida.

A suprema ironia do preço

Chase Bierenkoven

E então chega o momento de falar sobre o preço — um verdadeiro golpe no plexo! Para esta “Edição Final”, espere desembolsar cerca de 8.000 dólares a mais em relação ao modelo Premium anterior. Uma vez que você adiciona algumas opções básicas como um controle de cruzeiro adaptativo, você se depara com um total exorbitante de 71.160 dólares. Por esse preço, você pode seriamente considerar outras opções no mercado que oferecem melhor tecnologia e uma experiência de condução mais satisfatória.

Comparando os números com os da BMW M2, que possui uma centena de cavalos a mais por apenas 70.225 dólares, começamos a nos questionar. A M2 promete não apenas mais potência, mas também uma dinâmica de condução que faz os apaixonados vibrarem. Quando vemos isso, investir em uma Supra que luta para encontrar seu lugar no mercado começa a parecer como comprar uma casa de papel machê — bonita no papel, mas desastrosa na prática.

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