Automobilismo

F1: Leclerc e motor Ferrari, otimismo cauteloso para a temporada 2026 com novidades

Leclerc e motor Ferrari: otimismo cauteloso para a temporada 2026

Charles Leclerc, piloto principal da Scuderia Ferrari, reconhece o bom desempenho do chassi da SF-24, mas expressa preocupação com a unidade de potência italiana, considerada menos competitiva que as rivais da Mercedes e Red Bull. A esperança agora se volta para o novo sistema ADUO, uma potencial ajuda para diminuir a diferença.

Na Fórmula 1, a temporada de 2026 promete ser uma disputa acirrada pelas primeiras posições, com a Ferrari se posicionando atrás de uma Mercedes que se mostra dominante. Embora a equipe italiana possa se orgulhar de um chassi excelente, Charles Leclerc não hesita em manifestar suas dúvidas sobre o desempenho de seu grupo motopropulsor. Um déficit sutil que ele espera ver compensado pela introdução iminente do sistema ADUO, um dispositivo projetado para auxiliar as equipes em dificuldades.

O motor Ferrari: um calcanhar de Aquiles?

Charles Leclerc é direto: o motor Ferrari, apesar de potente, ainda não compete com as referências do grid. Ele estima que a diferença para a Mercedes, e potencialmente até para a Red Bull Ford, esteja na faixa de 2% a 4%. É isso que leva o monegasco a esperar a ativação do sistema ADUO após o Grande Prêmio do Canadá. “Eu ficaria surpreso se isso não acontecesse”, confidencia ele, destacando as “retas” onde a falta de desempenho é por vezes evidente.

O sistema ADUO, cujo lançamento está previsto para a temporada, representa um raio de esperança para a Scuderia. Ele permitiria alocar mais recursos de desenvolvimento para os fabricantes de motores que mais precisam. “Será claramente uma ajuda para tentar nos aproximar”, admite Leclerc. Resta saber se essa ajuda será suficiente para apagar completamente a diferença. “Isso também depende do nível que alcançaremos, se é que o alcançaremos”, pondera o piloto, ciente de que a otimização deste novo dispositivo será crucial.

2026: a era da otimização e do desenvolvimento

F1: Leclerc e motor Ferrari, otimismo cauteloso para a temporada 2026 com novidades

A chegada de novas regulamentações em 2026 abriu uma nova dimensão na concepção dos carros de Fórmula 1. Charles Leclerc enfatiza a importância capital da otimização e do desenvolvimento contínuo. “Se eu olhar para o desempenho de cada equipe, não acredito totalmente que os avanços observados sejam apenas devido às evoluções trazidas por cada uma”, explica.

Ele cita o exemplo da Red Bull, que após um domínio inicial, teve que trabalhar arduamente para recuperar seu potencial total. “Tenho a sensação de que em Miami, eles deram um enorme passo à frente nesse aspecto, além das evoluções que trouxeram”, analisa Leclerc. Essa corrida pela otimização torna difícil avaliar com precisão o impacto das novas peças. “Uma coisa é certa, é que cada semana passada na fábrica trabalhando em novas peças traz grandes ganhos, muito maiores do que no passado.”

A complexidade de um conjunto em constante evolução

Charles Leclerc reconhece que a complexidade dos carros atuais torna a tarefa árdua. “Eu simplesmente acho que ainda estamos em uma fase da temporada em que as equipes estão tentando entender como maximizar todo o sistema, que é extremamente complexo”, afirma. A pilotagem, um fator humano inseparável do desempenho, adiciona uma camada extra de dificuldade.

“E eu acho que nunca chegaremos a uma otimização de 100% com esse tipo de carro, porque…

[Red Bull]