Automobilismo

MotoGP: Bagnaia “sorte” para o pódio na Hungria após acidente coletivo

Terceiro colocado no GP da Hungria, Pecco Bagnaia ainda não acredita que conquistou mais um pódio. O piloto da Ducati, que teve dificuldades durante todo o fim de semana, se beneficiou principalmente de um improvável acidente coletivo na primeira curva para salvar o resultado. Uma corrida que ele mesmo descreve como “de sorte”.

Pela terceira corrida consecutiva, a bandeira italiana tremulou no terceiro degrau do pódio da MotoGP. Se em Barcelona, Pecco Bagnaia aproveitou as circunstâncias, e em Mugello, mostrou progresso real, sua performance em Hungaroring foi mais uma loteria. O piloto da Ducati, discreto durante os treinos, admitiu em coletiva de imprensa: “Eu realmente não sei o que estou fazendo aqui!”

O fim de semana húngaro foi um calvário para o atual campeão mundial. A aderência foi cruelmente insuficiente, impedindo-o de encontrar seu ritmo. Ironia do destino, foi sua largada mediana que provavelmente o salvou. “Felizmente, patinei um pouco na largada”, confessa. “Não fiz uma largada muito boa, então estava um pouco atrás quando freiei. Vi que o Martín não parou a moto e, quando chegou à primeira curva, ele simplesmente caiu e todo mundo acabou no chão.”

Acidente salvador na primeira curva

O caos na primeira curva redesenhou a hierarquia da corrida antes mesmo da primeira volta completa. Jorge Martín, em uma tentativa ousada, levou consigo boa parte do pelotão da frente em sua queda. Pecco Bagnaia, que vinha logo atrás, teve a boa ideia de não ser agressivo demais. “Quando o Martín chegou, tive a sorte de evitá-lo”, explicou Bagnaia ao site oficial do campeonato. “Se eu tivesse largado bem, com certeza estaria no chão com eles.”

Essa largada cautelosa, embora lhe custasse duas posições para Diogo Moreira e Luca Marini, o colocou em uma posição ideal para o restante da prova. Ele pôde imediatamente retomar a vantagem na segunda curva, se reposicionando assim no pódio virtual. Uma reviravolta do destino que contrasta com as dificuldades enfrentadas pelo italiano para simplesmente encontrar aderência.

Ritmo insuficiente contra os ponteiros

Uma vez evitado o estrago da primeira curva, Bagnaia se viu em uma corrida que não necessariamente antecipava. Sem Fabio Di Giannantonio, Fermín Aldeguer, Marco Bezzecchi, Raúl Fernández e Jorge Martín, seus principais rivais, o caminho parecia livre. No entanto, o ritmo imposto pelos líderes, Marc Márquez e Pedro Acosta, estava fora de alcance. “Tentei seguir os dois primeiros, ou o Marc no início da corrida, mas depois de cinco ou seis voltas, ele começou a acelerar e eu percebi que não era minha briga”, admite.

O piloto da Ducati estava ciente de suas limitações: “Tive muitos problemas o fim de semana todo. Minhas sensações, minha aderência, não eram suficientes para brigar com eles.” Diante dessa impotência, a estratégia se resumiu a uma gestão prudente. “Eu apenas percebi que era suficiente para terminar em terceiro e manter a distância para os pilotos de trás. Tive sorte em evitar a queda.”

MotoGP: Bagnaia "sorte" para o pódio na Hungria após acidente coletivo

Pecco Bagnaia viveu uma corrida solitária no GP da Hungria.

Uma corrida solitária e um último susto

Com os principais concorrentes fora da disputa, Bagnaia se viu em uma corrida solitária, lutando principalmente contra o cronômetro e a gestão dos pneus. “Nenhum dos pilotos rápidos estava lá, exceto esses dois, então eu apenas tentei gerenciar a distância para o Jack (Miller) e depois para o Luca (Marini)”, resumiu Bagnaia. O italiano conseguiu manter uma vantagem confortável sobre seus perseguidores durante boa parte da prova.

No entanto, o final da corrida reservou um último alerta. Ao ver Ai Ogura, conhecido por suas fortes recuperações no final das corridas, se aproximando de Luca Marini, Bagnaia sentiu o perigo se aproximar. Felizmente, a ultrapassagem de Ogura sobre Marini só aconteceu a duas voltas do fim, deixando o piloto da Ducati com uma margem de segurança suficiente para cruzar a linha em terceiro lugar. Uma posição que ele não conquistou por mérito próprio, mas que deve em grande parte a uma boa dose de sorte.

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Pecco Bagnaia viveu uma corrida solitária no GP da Hungria.

O que reter do GP da Hungria

  • Um pódio inesperado: Pecco Bagnaia conquistou seu terceiro pódio consecutivo sem ter o ritmo necessário, graças a uma conjunção de circunstâncias excepcional.
  • A má sorte dos outros: O acidente na primeira curva eliminou grande parte dos favoritos, abrindo caminho para o piloto da Ducati.
  • Gestão de corrida: Incapaz de acompanhar o ritmo dos líderes, Bagnaia gerenciou sabiamente sua vantagem para garantir o pódio.
  • A recuperação de Ogura: O especialista em finais de corrida demonstrou sua força mais uma vez, mas ultrapassou Marini tarde demais para ameaçar Bagnaia.
  • Encontro com a Malásia: A próxima etapa do campeonato de MotoGP promete novas batalhas e, esperançosamente, um espetáculo mais disputado.